Práticas de Leituras Desenvolvidas pelos ProfessoresProfissionais da educação têm se preocupado com inúmeros problemas que estão afetando o processo educacional em todos os seus níveis, porém, o que causa maior inquietude, sem dúvida, é a aprendizagem da leitura interferida negativamente pelo desinteresse pelo ato de ler nas séries iniciais do ensino fundamental.
A prática docente é, em geral, caracterizada como uma ação espontânea, profundamente intuitiva. Na maioria das vezes, não constitui resultado de reflexão teórica consistente capaz de direcioná-la ao alcance do principal objetivo em educação:
O desenvolvimento do educando enquanto sujeito de sua aprendizagem e a conseqüente transformação da sociedade em que vive.
Não há dúvida de que a leitura é um caminho muito importante para a informação e, principalmente, para a formação do aluno. No entanto, nem todo aluno gosta de ler, ou melhor, não só os alunos, mas também, o professor. Então, partindo da seguinte problemática, como despertar no aluno o gosto pela leitura, sem nem mesmo o principal responsável por sua formação tem o habito de ler?
Nem sempre adquirir a habilidade da leitura é uma tarefa fácil. Ela apresenta dificuldades e propõe muitos desafios, os quais exigem dos adultos, pais e professores, não apenas boa vontade, mas também esforço e dedicação constante, e para isso é necessário sentir prazer pelo ato de ler. Formar leitores é tarefa complexa que desafia professores e educadores, principalmente nesta época tão dominada pelos meios de comunicação de massa, sobretudo, pela televisão e internet.
Aprender e ler é fundamental para que o indivíduo possa participar efetivamente da sociedade na qual está inserida. É, sobretudo, através da leitura que o indivíduo partilha e constrói o seu intelecto do ponto de vista sócio-cultural. Ensinar a ler é uma tarefa do todo professor, não sendo exclusividade apenas do professor da Língua Portuguesa, quase sempre responsabilizado pela dificuldade do aluno de interpretar questões de outras disciplinas. No entanto, a maioria dos professores, principais responsáveis por essa formação leitora, não são leitores.
‘‘Ninguém nasce sabendo ler: aprende-se a ler, á medida, em que se vive. Se ler livros geralmente se aprende nos bancos da escola, outras leituras se aprendem por aí, na chamada escolada vida’’(LAJOLLO, 1993, p.93).
Portanto, além de despertar no aluno o gosto da leitura, é preciso, antes de qualquer coisa, despertar nele a sensibilidade, a capacidade de se situar frente ao texto.
De acordo com Paulo Freire (1997), é bom salientar que ‘‘[...] a leitura do mundo particular do leitor é do fundamental importância para despertar-lhe o interesse pela leitura da palavra [...]’’. Assim, a aprendizagem da leitura deve ser um ato de educação fundamentalmente ético e político, levando em conta a cultura das pessoas e das sociedades: seus hábitos, costumes, modos de viver e de pensar. A partir do momento em que o individuo adquire o habito e prazer pela leitura ele passa a agir como agente transformador de sua historia e não como mero sujeito dela.
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