quinta-feira, 10 de setembro de 2009

tecnologia e a formação de leitores













Formar leitores não é moldá-los a um padrão mecânico, mas formar cidadãos críticos conscientes de que eles podem mudar a sociedade e capazes de se posicionar perante os seus ideais. Para que isso aconteça, os educadores devem praticar a leitura de modo mais intenso, fazendo com que o aluno perceba o seu envolvimento com o livro, proporcionando atividades de leitura a partir da realidade dos alunos e, então, desafiá-los a participarem do movimento de uma sociedade letrada através do diálogo com os escritores, mediado pelos discursos lidos.
A sociedade, então, conta com a escola para formar cidadãos leitores.

De acordo com Resende, “{...} quando um professor pretende formar leitores, deve estar disposto a mudar e enriquecer a sua forma de trabalho” (2000,p.24). Desse modo essa autora aponta diretrizes metodológicas para auxiliar o professor, como: utilizar diferentes tipos de textos, criar situações reais de leitura, utilizar diferentes objetivos de leitura para que o aluno desenvolva a metacognição (entender o que realiza ao ler) e solicitar que o aluno relate as estratégias que utilizou para atingir seu objetivo de leitura.

Verificam-se, nos dados de pesquisa, que os professores em sua maioria não trabalham muna perspectiva de mostrar a importância da leitura para os seus alunos, tanto no que se refere na busca do conhecimento. Quanto no dá obtenção do prazer. A leitura na escola continua sendo a cobrança rigorosa e sem significado para os alunos, que não se sente motivados e nem valorizados ao lerem. Portanto, é fundamental que os professores conheçam o processo de leitura e o objetivo que nele está implicado, pois enquanto leitores e formadores de leitores, estes devem reconhecer seus alunos como sujeitos históricos e sociais inseridos em contextos sócio-culturais diferentes em que a escrita serve a diferentes usos e funções sociais.





No mundo letrado, quanto mais se lê, mais se tem que refletir analisar, pensar... Vive-se um momento privilegiado tecnologicamente falando, as pessoas são bombardeadas freneticamente por informações sem tempo de assimilá-las, tendo como resultados o empobrecimento cultural, de interpretação, de leitura de vida e de mundo. Como reverter esse problema? Esta é uma grande questão e um enorme desafio aos professores!

A aprendizagem não é espontânea, nem inata. Por isso, para que ela aconteça, são necessários mediadores, ou seja, os professores. Cabe lembrar que o ser humano não constrói conhecimento senão por intermédio de outros seres humanos ou de instrumentos de cultura, claro está aí o computador, a televisão e as multímídias em geral ajudam, mas não constituem o processo de ensino nem o substitui.

Hoje, ler e escrever são uma responsabilidade e compromisso exigido em todas as áreas. A visão simplista de que após a chamada “ faz-se necessário, e urgente, a quebra desse paradigma. Os educadores devem trabalhar e leitura e a escrita em todas as áreas especificas do conhecimento a fim e formar leitores capazes de ler e compreender criticamente o que lê. A sociedade deve ficar atenta, muito mais ao como se lê. Do que o que se lê, pois a leitura e a escrita influenciam e determinam a vida de cada um.

Daí então, começa-se a compreender o compromisso que se tem enquanto professores em mudar essa sociedade em que se vive, o que pode ser feito pela interação através do que se lê. E notório que um bom lugar para se começar essa mudança é na escola, formando, primeiro professores leitores e conseqüentemente cidadãos leitores, críticos e conscientes da necessidade de sua participação no discurso social.

Nenhum comentário:

Postar um comentário